SUFRAMA torna o ESG pauta oficial: sua indústria já sabe como comprovar as práticas ambientais, sociais e de governança que o mercado está cobrando?
Desde março de 2025, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) transformou o ESG em política institucional. Por meio da Portaria nº 1.860/2025, a autarquia federal lançou a Iniciativa ZFM+ESG, incentivando oficialmente empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus a estruturarem ações nos três pilares que já não são mais tendência, e sim exigência de mercado: Ambiental, Social e Governança. E não é só um convite simbólico — é um protocolo com plano de ação, responsável interno definido e prestação de contas dentro de um ciclo anual. Enquanto isso, muitas indústrias — em Manaus ou em qualquer outro polo produtivo do país — ainda tratam o ESG como discurso institucional, sem nenhuma prática formalizada, documentada ou comprovável diante de clientes, investidores e órgãos reguladores.
O que diz a iniciativa ZFM+ESG?
A base da iniciativa está na Portaria SUFRAMA nº 1.860, publicada em março de 2025, resultado de uma parceria entre a autarquia e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM). O programa nasceu durante a segunda edição do Fórum ESG Amazônia e passou a integrar uma agenda contínua de eventos — os Fóruns ESG e os Encontros ZFM+ESG —, reunindo empresas, especialistas e representantes do poder público para debater temas como gestão de resíduos, eficiência energética, descarbonização, bioeconomia, diversidade e inclusão, e boas práticas de governança corporativa.
Na prática, a SUFRAMA passou a atuar como uma espécie de indutora e vitrine da agenda ESG dentro da Zona Franca de Manaus, algo que reforça um movimento maior: cada vez mais, órgãos públicos e privados exigem evidência documentada de sustentabilidade, e não apenas boa vontade.
Quem pode aderir à iniciativa e o que ela exige?
Para participar do ZFM+ESG, a empresa precisa formalizar sua adesão junto à SUFRAMA e assumir três compromissos centrais:
- Implementar pelo menos uma ação concreta em cada pilar — Ambiental, Social e Governança;
- Nomear um responsável interno pela agenda ESG dentro da empresa;
- Apresentar um plano de ação com metas, relatando periodicamente os avanços à autarquia.
Em contrapartida, a empresa participante ganha acompanhamento institucional, tem suas boas práticas divulgadas publicamente e recebe um certificado de participação ao cumprir os compromissos assumidos — um selo que já vem sendo usado como diferencial competitivo por indústrias de eletroeletrônicos, saneamento, tecnologia e logística instaladas no PIM.
O que muda na prática?
A iniciativa tem vigência inicial de um ano, renovável conforme avaliação da SUFRAMA — o que cria um ciclo recorrente de planejamento, execução e comprovação de resultados. Não há multa para quem não cumpre as metas: o modelo é voluntário e educativo, pensado para estimular adesão gradual, e não para punir quem ainda está no início da jornada.
Mas o recado de fundo é claro: o mercado está deixando de aceitar ESG como discurso. Cada vez mais, clientes de maior porte, investidores e até editais públicos exigem comprovação formal de práticas ambientais, sociais e de governança — seja por certificação, relatório de sustentabilidade ou inventário de emissões. Empresas que já têm essa estrutura organizada saem na frente; as que não têm, correm o risco de perder contratos, financiamentos e vantagens competitivas por simples falta de documentação.
Por que isso importa mesmo fora de Manaus?
O momento não é aleatório. A COP30, realizada em Belém em novembro de 2025, colocou a Amazônia — e o Brasil — no centro das atenções climáticas globais, e o país segue na presidência da conferência até novembro de 2026. Nesse cenário, iniciativas como a ZFM+ESG mostram uma tendência que vai se espalhar por outros polos industriais e estados: a formalização do ESG como exigência institucional, e não apenas como estratégia de marca. Isso significa metas por pilar, responsável interno nomeado, plano de ação documentado e prestação de contas recorrente — exatamente a estrutura que consultorias especializadas ajudam a construir antes que a exigência chegue por força de lei, edital ou cliente.
Por que contar com a Aventa
A Aventa Gestão Ambiental atua há anos ajudando indústrias a transformar a intenção de fazer ESG em prática documentada e auditável — da estruturação dos três pilares (Ambiental, Social e Governança) à elaboração de relatórios de sustentabilidade nos padrões GRI e IFRS S1/S2, passando por inventários de gases de efeito estufa (GEE) e assessoria para certificações reconhecidas pelo mercado. Nossa equipe já apoiou dezenas de empresas a sair do discurso e chegar à comprovação formal — o tipo de estrutura que iniciativas como a da SUFRAMA mostram ser, cada vez mais, o novo padrão do setor produtivo brasileiro.
Se a sua indústria ainda não tem um plano de ação ESG formalizado, com metas claras por pilar e responsável definido, este é o momento de organizar essa estrutura — antes que a falta dela vire desvantagem competitiva.